
De braços abertos para o mundo
A estátua do Cristo Redentor começou a ser planejada em 1921, quando foi organizada a "Semana do Monumento" - uma campanha para recolher contribuições dos católicos. No entanto, as doações só começaram 10 anos depois quando o Arcebispo Dom Sebastião Leme passou a coordená-la.
Os primeiros esboços do Cristo foram feitos pelo pintor Carlos Oswald, que o imaginou carregando uma cruz, com um globo terrestre nas mãos, sobre um pedestal que simbolizaria o mundo.
Foi a população carioca que optou pela forma da imagem do Redentor de braços abertos, como ela é hoje conhecida no mundo
inteiro, também de autoria de Carlos Oswald.
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O projeto foi desenvolvido pelo engenheiro brasileiro Heitor da Silva Costa e levou quase cinco anos para ser concluído.
Clique na imagem para ver os números do Cristo Redentor.
Foram estudados vários materiais para o revestimento da estátua, mas por fim foi escolhida a pedra-sabão, utilizada por Aleijadinho para esculpir os Profetas em Congonhas do Campo, Minas Gerais.
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Embora seja um material fraco, que pode ser riscado até com uma unha, é extremamente resistente ao tempo e não deforma nem racha com as variações de temperatura.
Construir o monumento não foi fácil. Como a execução da obra era impossível no Brasil, os desenhos foram levados para a França, aos cuidados do escultor
franco-polonês Paul Landowski, que idealizou o modelo das mãos e cabeça do monumento. De volta ao país, as peças foram transportadas nos trens da Estrada de Ferro do Corcovado e montadas no alto do morro. O Cristo Redentor, considerado uma homenagem à religiosidade carioca, tornou-se um símbolo da cidade e da simpatia do povo carioca, que recebe a todos de braços abertos.
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